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Pedra nos rins O que é, sintomas e como tratar

Foto do escritor: Diego Bucci
Diego Bucci
5 de out.
7 min de leitura

Uma dor forte que começa nas costas e parece “andar” para a barriga pode assustar. Em muitos casos, esse é o sinal clássico de pedra nos rins, um problema comum, doloroso e que nem sempre aparece do mesmo jeito em todas as pessoas.


A pedra nos rins, também chamada de cálculo renal, se forma quando substâncias presentes na urina se concentram e viram pequenos cristais. Esses cristais podem crescer, ficar parados dentro do rim ou se mover pelo trato urinário. Quando uma pedra entra no ureter, o canal que leva a urina do rim até a bexiga, ela pode causar dor intensa e outros sintomas.


Este artigo explica o que é pedra nos rins, quais sinais merecem atenção, como o diagnóstico costuma ser feito e quais são as opções de tratamento. O conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico, especialmente em casos de dor forte, febre ou dificuldade para urinar.


Vista em close-up de um modelo anatômico de rim com pequenos cálculos sobre uma superfície clara.
As pedras se formam quando cristais se acumulam na urina.

O que é pedra nos rins e por que ela se forma


Pedra nos rins é uma massa endurecida formada por sais minerais e outras substâncias presentes na urina. Ela pode ter o tamanho de um grão de areia ou crescer a ponto de ocupar parte do rim.


A urina normalmente carrega resíduos que o corpo precisa eliminar. Quando há pouca água ou excesso de certas substâncias, como cálcio, oxalato ou ácido úrico, esses resíduos podem se concentrar. Com o tempo, eles se juntam e formam cristais. Esses cristais podem se transformar em cálculos.


Alguns fatores aumentam o risco de formação de pedras:


  • Baixa ingestão de água ao longo do dia

  • Histórico familiar de cálculo renal

  • Consumo frequente de muito sal

  • Dieta rica em proteínas de origem animal, em alguns casos

  • Infecções urinárias recorrentes

  • Algumas alterações metabólicas

  • Uso de certos medicamentos, conforme orientação médica

  • Suor excessivo sem reposição adequada de líquidos


O clima quente também pode influenciar. No Brasil, muitas pessoas perdem mais água pelo suor e nem sempre compensam bebendo líquidos suficientes. A urina fica mais concentrada, o que facilita a formação dos cristais.


Existem diferentes tipos de cálculo renal. Os mais comuns envolvem cálcio, mas também há pedras de ácido úrico, estruvita e cistina. Saber o tipo de pedra ajuda o médico a orientar mudanças na alimentação e medidas de prevenção.


Urina muito escura com frequência pode ser um sinal de baixa ingestão de líquidos, embora outras causas também precisem ser consideradas.

Nem toda pedra causa dor. Algumas ficam no rim por muito tempo e são descobertas em exames feitos por outro motivo. O problema costuma aparecer quando o cálculo se desloca e bloqueia parcial ou totalmente a passagem da urina.


Quais são os principais sintomas


O sintoma mais conhecido é a cólica renal, uma dor intensa que costuma surgir de forma repentina. Ela geralmente começa em um lado das costas, abaixo das costelas, e pode irradiar para a lateral da barriga, virilha ou região genital.


A dor pode vir em ondas. Em alguns momentos melhora, depois volta com força. Muitas pessoas têm dificuldade para encontrar uma posição confortável.


Além da dor, outros sinais podem aparecer:


  • Ardor ou dor ao urinar

  • Vontade frequente de urinar

  • Urina rosada, avermelhada ou marrom

  • Urina com cheiro forte ou aspecto turvo

  • Náuseas e vômitos

  • Sensação de bexiga sempre cheia

  • Redução do volume de urina


A presença de sangue na urina pode ocorrer quando a pedra machuca a parede do trato urinário. Às vezes, o sangue é visível. Em outros casos, só aparece no exame de urina.


Vista em ângulo médio de uma pessoa segurando a lateral das costas em um quarto simples.
A dor costuma aparecer na lateral das costas e pode irradiar para a barriga.

Alguns sintomas indicam maior urgência. Procure atendimento médico rapidamente se houver:


  • Dor muito forte que não melhora

  • Febre ou calafrios

  • Vômitos persistentes

  • Dificuldade ou impossibilidade de urinar

  • Sangue intenso na urina

  • Dor em pessoa grávida

  • Dor em quem tem apenas um rim

  • Sinais de fraqueza intensa ou confusão


Febre associada a cálculo renal merece atenção especial. Ela pode indicar infecção com obstrução urinária, uma situação que precisa de avaliação e tratamento rápidos.


Também vale lembrar que dor nas costas nem sempre é pedra nos rins. Problemas musculares, infecções, doenças da coluna e outras condições podem causar sintomas parecidos. Por isso, o diagnóstico correto faz diferença.


Como o diagnóstico é feito


O médico começa ouvindo a história da dor, os sintomas associados e os antecedentes de saúde. Perguntas sobre ingestão de água, episódios anteriores, uso de medicamentos e histórico familiar ajudam a orientar a investigação.


O exame físico também é importante. Em muitos casos, a pessoa sente dor quando o médico avalia a região lombar ou abdominal.


Os exames mais usados incluem:


Exame

Para que serve

Exame de urina

Detecta sangue, cristais, sinais de infecção e outras alterações

Exames de sangue

Avaliam função dos rins, sinais de infecção e alterações metabólicas

Ultrassom

Ajuda a ver dilatação do rim e algumas pedras

Tomografia

Costuma identificar tamanho, localização e quantidade de cálculos com mais precisão

Análise da pedra

Mostra a composição do cálculo quando ele é eliminado ou retirado


A tomografia pode ser muito útil em episódios de cólica renal, mas a escolha do exame depende do caso. Em gestantes, crianças e situações específicas, o médico pode preferir métodos com menor exposição à radiação, como o ultrassom.


Saber o tamanho e a localização da pedra ajuda a definir o tratamento. Uma pedra pequena na parte baixa do ureter tem mais chance de sair sozinha. Já uma pedra grande, que bloqueia a urina ou causa infecção, pode exigir intervenção.


Se a pessoa elimina o cálculo em casa, o ideal é guardar a pedra em um recipiente limpo e levar para análise, quando possível. Essa informação ajuda a prevenir novos episódios.


Como tratar pedra nos rins


O tratamento depende do tamanho da pedra, da intensidade dos sintomas, da presença de infecção e do estado geral da pessoa. Nem todo caso precisa de cirurgia.


Tratamento com remédios e observação


Pedras pequenas podem sair naturalmente pela urina. Nesses casos, o médico pode indicar:


  • Analgésicos para controlar a dor

  • Anti-inflamatórios, quando não houver contraindicação

  • Remédios para relaxar o ureter em situações específicas

  • Orientação sobre hidratação

  • Acompanhamento com exames


Beber água ajuda quando a pessoa está estável, mas forçar líquidos durante uma crise intensa, com vômitos ou obstrução, pode piorar o desconforto. A orientação deve considerar cada caso.


Durante o período de observação, o médico pode pedir que a pessoa filtre a urina para tentar capturar a pedra. Também pode solicitar retorno para verificar se o cálculo saiu e se o rim voltou ao funcionamento adequado.


Procedimentos para remover ou quebrar a pedra


Quando a pedra não sai sozinha, causa obstrução importante, gera infecção ou provoca dor repetida, podem entrar opções de procedimento.


As técnicas mais comuns incluem:


Litotripsia extracorpórea


Usa ondas de choque para fragmentar a pedra em pedaços menores, que podem ser eliminados pela urina. Nem todo cálculo responde bem a esse método. O tamanho, a dureza e a localização influenciam.


Ureteroscopia


Um aparelho fino passa pela uretra e pela bexiga até alcançar o ureter ou o rim. O médico localiza a pedra e pode retirá-la ou quebrá-la com laser. Em alguns casos, coloca um cateter temporário para facilitar a drenagem da urina.


Nefrolitotripsia percutânea


É usada com mais frequência para pedras maiores ou mais complexas. O médico acessa o rim por uma pequena abertura nas costas e retira ou fragmenta o cálculo.


Vista superior de um copo de água ao lado de frutas cítricas e uma garrafa reutilizável.
A hidratação diária ajuda a reduzir a concentração da urina.

A escolha entre essas opções depende da avaliação do urologista. O objetivo é aliviar a obstrução, controlar a dor, tratar infecção quando existe e preservar a função dos rins.


Cuidados durante a crise


Durante uma crise de cólica renal, a prioridade é controlar a dor e avaliar riscos. Evite se automedicar, principalmente com anti-inflamatórios, se houver doença renal, gastrite importante, uso de anticoagulantes, pressão alta descompensada ou gravidez.


Procure atendimento se a dor for intensa ou diferente de episódios anteriores. Também não espere em casa se houver febre, vômitos ou dificuldade para urinar.


Como prevenir novos cálculos


Quem já teve pedra nos rins tem maior chance de ter outro episódio. A prevenção costuma combinar hábitos simples e, em alguns casos, medicamentos.


A medida mais conhecida é aumentar a ingestão de água. A meta prática é produzir urina clara na maior parte do dia. Em dias quentes, durante atividade física ou em situações de muito suor, a necessidade de líquidos pode subir.


Outras medidas úteis incluem:


  • Reduzir o excesso de sal

  • Evitar consumo exagerado de ultraprocessados

  • Manter uma alimentação equilibrada

  • Não cortar cálcio da dieta sem orientação

  • Moderar excesso de carnes e embutidos quando indicado

  • Tratar infecções urinárias de repetição

  • Investigar alterações metabólicas se os cálculos forem recorrentes


Um erro comum é retirar leite e derivados por conta própria ao descobrir uma pedra de cálcio. Isso nem sempre ajuda e pode até atrapalhar. O cálcio alimentar, em quantidade adequada, participa do equilíbrio do organismo. A restrição deve ser individualizada.


Alimentos ricos em oxalato, como espinafre, beterraba, nozes, castanhas, chocolate e chá preto, podem exigir moderação em pessoas com cálculos específicos. Isso não significa proibir tudo. O ideal é ajustar a dieta conforme o tipo de pedra e a orientação profissional.


Também existe relação entre ácido úrico e alguns cálculos. Nesses casos, o médico pode avaliar dieta, peso, exames de sangue e necessidade de remédios.


Vista em close-up de um prato simples com legumes, arroz, feijão e uma porção pequena de peixe.
Uma alimentação equilibrada ajuda na prevenção, mas deve ser ajustada ao tipo de cálculo.

Para quem tem episódios repetidos, o acompanhamento com urologista ou nefrologista pode incluir coleta de urina de 24 horas e exames metabólicos. Esses testes ajudam a entender o motivo da formação dos cálculos e permitem uma prevenção mais precisa.


O que fazer ao suspeitar de pedra nos rins


Se a dor for leve, sem febre, sem vômitos e sem dificuldade para urinar, marque uma consulta para avaliação. Beba água de forma regular e observe a cor da urina, mas não ignore sintomas persistentes.


Se a dor for muito forte, procure pronto atendimento. A crise renal pode exigir medicação na veia, exames de imagem e avaliação urgente.


Leve informações que ajudam o médico:


  • Quando a dor começou

  • Onde dói e para onde a dor irradia

  • Se houve febre, náuseas ou vômitos

  • Se a urina mudou de cor

  • Se já teve cálculo antes

  • Quais remédios usa

  • Se existe gravidez ou suspeita


Pedra nos rins pode ser muito dolorosa, mas tem tratamento. O ponto principal é não minimizar sinais de alerta e não tratar todas as crises como iguais. Com diagnóstico correto, controle da dor e prevenção adequada, é possível reduzir o risco de novos episódios e proteger a saúde dos rins.


 
 
 

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